Lá vou eu estragar a onda de posts animados mas estou assim um bocado que a fervilhar das ideias... Falta pouco menos de um mês para acabar o estágio e cerca de três meses para apresentar a tese.
O primeiro trouxe-me por vezes stresses, sentimentos de insegurança tanto pessoais como profissionais, fez-me sentir a pessoa mais incompetente daquela redacção e a pessoa que menos entende o ser humano e as suas ligações à face da terra. Conhecer montes de pessoas novas faz-me sempre confusão ao início e agora que estou quase a sair é que finalmente me começo a integrar.
O que vale é que (a volta que eu dei para não começar esta frase com um "mas") estes sentimentos ficam completamente de lado em comparação ao que aprendi, ao que consegui fazer (por muito pouco e insignificante que seja), ao que me diverti, ao que tive a oportunidade de ver/participar/conhecer/etc, à forma como consegui a bem ou a mal gerir todas estas coisas!
A tese também tem tido os seus altos e baixos. Esteve embargada até finais de Janeiro, por falta de tempo/vontade/inspiração. Acho que o sentimento de medo em não a ter pronta a tempo já se apoderou de qualquer um de nós de uma forma ou de outra, né? Só que eu ainda tenho aquela ilusão/esperança de que hei-de fazer um bom trabalho ainda este ano!
Se não fosse o meu orientador e a minha mãe a darem-me força de tempos a tempos tinha sido difícil começar o que quer que seja. Há alturas em que me armo em estudante aplicado e lá ando eu de biblioteca em biblioteca, de portátil e fotocópias atrás ou então vou trabalhar para o Starbucks, o que não é mais do que uma desculpa, pois acho fashion parecer empenhado com o meu mini-portátil, folhas e um latte - a verdade é que foi lá que consegui escrever tudo o que tenho até agora, por muito pouco que seja e tenho muito orgulho nas minhas 20 páginas! (Agora era aqui que inseria as fotos que tirámos com o telemóvel da Guida!)
Outro aspecto inserido aqui no meio à pressão: tenho adorado viver em Lisboa, no sítio em si, na casa onde estou e com as pessoas (rato incluído) que comigo vivem; apesar de me refugiar muitas vezes no meu canto. Parece que viver na capital tem facilitado o encontro com vários amigos vindos de vários sítios - adoro! Por outro lado sinto que não tenho dado muita atenção aos meus amigos mais antigos, aqueles que continuam na terra nem estudaram por aqui. Apesar de sempre que vou lá abaixo tentar estar com eles sei que o faço poucas vezes. E eles estão a duas horas de carro! O mesmo com a família, não passei o Natal, passagem de ano e provavelmente a Páscoa com eles. Às vezes sinto que já emigrei...
Pensar no futuro agora não me parece ter muito sentido, já que se não me dedicar ao presente como deve ser só estou a adiar esse sonho cada vez mais.
(Vou parar de escrever, que já a mim me está a dar um nó na cabeça de tão confuso que deve estar!)
P.S.: Tendo em conta algumas reacções acrescento que não estou a pensar cometer nenhuma loucura nem estou triste nem desiludido com a vida! Apenas fiz um balanço de tudo o que fui sentindo ao longo dos últimos meses (em que as coisas boas foram de longe melhor que as coisas menos boas), para vocês estarem a par ou para mais tarde eu recordar!